Sem dúvidas, Adolf Hitler foi e é uma das
figuras mais analisadas na História Contemporânea. Portanto, tentarei abordar
algo que ainda foi pouco explorado, neste caso, a ligação de Hitler com o misticismo.
Poucas pessoas sabem que o líder alemão era adepto da astrologia e de passagens
da Bíblia, assim o fuhrer se considerava um predestinado a mudar os rumos da
humanidade.
Toda
essa paranoia de Hitler iniciou em uma suposta visão que teve em campos de batalhas
durante a Primeira Guerra Mundial – isso mesmo, Hitler lutou na Grande Guerra –
Segundo relatos no livro Meim Kampf (Minha Luta), o então soldado Adolf Hitler
recebeu uma mensagem divina no qual o local que estava receberia uma granada. Atordoado,
conseguiu salvar alguns soldados que estavam juntos a ele. De fato, uma granada
explodiu próximo a ele, provocando em si, um ferimento em sua audição. Por sua
bravura, recebeu uma medalha de mérito. Entretanto, o fato nunca foi esquecido
pelo futuro chanceler alemão que mais tarde usaria como forma de se promover.
O
fato dos nazistas difundirem que a raça ariana seria superior as outras não é
novidade. Desde do século XIX existe uma visão de que povos germânicos são
superiores, isso fica claro por exemplo, na unificação alemã, no qual esta
visão foi utilizada por então marechal de ferro Otto Von Bismarck. Por isso que
Hitler propagava a ideia do Terceiro Reich, pois de acordo com os alemães, o
primeiro grande reino germânico foi entre 962 a 1806, conhecido como Sacro
Império Romano, o segundo criado por Bismarck. Nesta tentativa de impor suas
ideias malucas, Hitler utilizava do misticismo como por exemplo a sua obsessão
pela Lança de Longinus. Segundo a tradição, a lança foi usada por um soldado romano
para perfurar o corpo de Jesus. Uma antiga profecia informou que nem um osso do
Messias seria quebrado e a lança de Longinus muito contribuiu para essa
previsão fosse cumprida, pois, a não-reação de Jesus ao ser perfurado favoreceu
o diagnóstico de que ele já havia morrido. Assim, Hitler acreditava firmemente que
ao ter a lança em seu domínio, conseguiria vencer qualquer batalha, pois segundo
sua crença, a lança concedia poderes mágicos. Em sua vida como fuhrer, Hitler
acreditava que a lança de Longinus estava escondida na França, por Napoleão
Bonaparte. Se Hitler encontrou-a, ninguém sabe.
Segundo
o escritor Caio Fábio, em seu livro Nephilim (1999), Hitler era
profundamente influenciado pelo poder dos elementos místicos. O escritor teve
como base uma série de pesquisas para mostrar as “incontestáveis” relações
entre Hitler e o Ocultismo, e como ele não apenas tinha experiências de
natureza espiritual aterradoramente demoníacas, como também buscava a
interferência de médiuns em suas decisões. É verdade que o século XIX foi um
cenário de avanço de novas ideias e perspectivas tanto no campo filosófico,
quanto no contexto religioso, muitos pensadores desenvolveram novas visões e,
neste caso, Adolf Hitler foi influenciado por tais. Segundo a revista Escala,
edição de 2010, o ditador alemão supostamente mantinha consigo profundos
conhecimentos ocultistas, os quais poucos homens ocidentais conheciam naquela
época. Desta forma, tais conhecimentos eram utilizados como processo de dominação.
Outro
ponto importante ligado ao misticismo de Hitler, era que o próprio fuhrer
acreditava que seria um encarnado de Jörg Lanz Von Liebenfels, este foi considerado
um dos primeiros teóricos do nazismo. Isso mesmo, as teorias nazistas não foram
criadas por Hitler e sim, aperfeiçoadas e mais, divulgadas e implantadas com
sucesso. A própria suástica, símbolo do nazismo, é na verdade uma adaptação de
um símbolo milenar, surgido provavelmente na Índia Antiga. Voltando ao assunto “encarnação”,
Hitler estudou e conhecia os segredos dos planos espirituais, sabia por
exemplo, que os Espíritos trabalhavam em grupos, segundo as suas frequências e
também que reencarnam segundo estes grupos. Goebbls, ministro da propaganda
nazista e Göering, marechal do governo nazista, sempre diziam que reencarnaram
por várias vidas ao lado do fuhrer.
São
muitas informações sobre o tema que não cabem neste simples texto informativo.
Sem dúvidas, o assunto merece uma pesquisa aprofundada, até porque, a dominação
nazista e a imagem de Adolf Hitler ainda promove incertezas.
Fonte: Revista Escala, edição 2010.
